Nos mercados: Luta contra a Covid-19 e o relaxamento da prevenção

//Nos mercados: Luta contra a Covid-19 e o relaxamento da prevenção

OS números de infecção, internamento e mortes pelo novo coronavírus aceleram no país. As autoridades e pessoas singulares apelam, clamam e quase que imploram aos cidadãos para que observem com rigor o conjunto de disposições de prevenção à Covid-19. Mas muita gente faz ouvidos de mercador.

As medidas de prevenção da Covid-19 continuam a ser ignoradas nos mercados da cidade de Maputo, sobretudo os da periferia, colocando vendedores e utentes em permanente risco de contágio da doença.

O uso correcto da máscara, o distanciamento físico e a higienização constante das mãos, quer através do álcool em gel, quer com água e sabão, são algumas das recomendações para travar a disseminação do SARS-CoV-2, o vírus responsável perla Covid-19. Acções simples, mas que muita gente prefere ignorar, com diversos argumentos.

A situação é dramática na Praça dos Combatentes, onde persiste a desorganização na venda informal, com o que resulta em aglomerados de pessoas, sem máscaras, incluindo menores, que ali se encontram, por iniciativa própria ou por incentivo dos pais, a vender água, biscoitos e diversas coisas.

Paulo Matave, chefe de comissão no mercado, revelou que uma equipa composta pelos agentes da Polícia Municipal e activistas voluntários tem promovido campanhas de sensibilização, alertando para o cumprimento das medidas de prevenção, mas os resultados não são animadores.

Segundo Matave, os ambulantes são os que mais violam as regras contra a Covid-19.

Entretanto, disse, alguns vendedores “recordam-se” de usar a máscara quando se apercebem da presença da imprensa ou dos agentes da Lei e Ordem.

“Nas principais entradas e saídas do mercado e do terminal dos transportes, estão agentes que orientam as pessoas de modo a privilegiarem a prevenção”, revelou.

Ambiente semelhante vive-se no Mercado Grossista do Zimpeto (MGZ), com os vendedores a justificarem que o “desleixo” resulta das medidas de relaxamento anunciadas no mês de Dezembro.

Raquel Mónica, revendedeira no mercado, reforçou que alguns pais vêm ao mercado acompanhados de crianças e sem mínimas condições de prevenção, como se tivessem tido informações segundo as quais já não havia riscos de contágio da Covid-19.

Ressalvou que nunca se deparou com um vendedor em posse de desinfectante das mãos, o que constitui perigo, uma vez que ali toda a gente está sempre em contacto com dinheiro que passa de mão-em-mão e pode ser fonte de contágio.

“Mas não podemos culpar apenas os vendedores, uma vez que existem muitos fregueses que não observam a prevenção neste local”, advertiu.

No Benfica, a direcção do mercado disse que tem promovido, em colaboração com o posto policial do bairro, acções de fiscalização do cumprimento das normas de prevenção e contenção da doença. No quadro disso, está vedada a entrada no recinto de pessoas que não cumprem com as medidas de prevenção.

By | 2021-01-26T08:16:16+02:00 Janeiro 26th, 2021|Sociedade|0 comentários

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